Vista do alto do Morro da Coroa
A Lagoinha do Leste é um Parque Municipal localizado no sul da Ilha de Florianópolis.
Para chegar até lá, há três opções:
1ª opção: pegar o barco que sai da praia do Pântano do Sul num valor de
R$15 (a disponibilidade do barco depende das condições do mar)
2ª opção: pegar a trilha que sai da praia do Pântano do Sul (em torno de uma hora de subidas e descidas íngremes)
3ª opção: pegar a trilha pela praia do Matadeiro (em torno de duas horas, trilha um pouco mais tranquila).
A Lagoinha do Leste é um lugar fascinate, lindo, paradisíaco. A praia
permanece intacta, mas há quem não cuide desse patrimônio natural.
Entrada da trilha pelo Pântano do Sul
Costumo acampar na Lagoinha com o meu namorado muitas vezes ao ano,
desde 2007. Desde lá, já vimos pessoas soltando foguetes e afugentando
os animais de seu habitat natural, cortando árvores para utilizar a
madeira como lenha para a fogueira, queimando lixo ou simplesmente
jogando-o no chão, e, principalmente, destruindo a Casa do Garrafão,
que faz parte da história desse lugar incrível.
Algumas pessoas possuem a permissão de permanecer por três meses na
Lagoinha do Leste para pescar. Destes, alguns cuidam e preservam o
lugar e outros destroem. E, ainda por cima, se consideram donos do
lugar!
O lugar oferece trilhas, paisagens, praia, boas ondas, dunas,
cachoeira, escaladas e a lagoa, que é linda! Vale a pena apreciar o
pôr-do-sol por trás do morro que fica além da lagoa ou nascer do sol,
na praia.
Acampamento próximo à casa do garrafão
Para quem gosta de curtir um visual inesquecível é só subir o Morro da
Coroa que fica no lado direito da praia. A trilha é íngreme e em
algumas partes exige coragem por parte do aventureiro, por ser
praticamente uma escalada.
Há, também, a história do Tibúrcio, que foi quem construiu e morou na casa do garrafão (que agora está destruída).
Dizem que o Tibúrcio construiu a casa com garrafões que eram deixados pelas pessoas que acampavam no lugar.
Não cheguei a conhecê-lo, mas amigos contaram que ele sempre ajudava os
acampantes com o que precisassem e que havia ao lado da casa uma bica
de água potável utilizada por todos para lavar a louça, tomar, fazer
comida, etc.
E sempre que eles iam embora, deixavam as sobras da comida com ele.
Parece que ele conheceu uma mulher, se apaixonou e foi embora com ela.
Sentiu falta do lugar, acabou voltando e ela o largou. Não sei ao certo.
O fato é que ele acabou se enforcando na casa do garafão!
Na casa do garrafão.
Na foto, ela já estava bem destruída. Agora, está no chão.
A praia conta com infra-estruturas naturais. No canto direito há uma
bica com água potável e no verão os locais armam uma barraquinha para
vender água, sanduíche, cerveja, etc.
No canto esquerdo fica a barraca do barquinho que trás e leva os
turistas para a praia do Pântano do Sul. Antes, eles levavam também até
a praia do Matadeiro (o valor era cinco reais mais caro), mas agora não
sei dizer.
No canto direito há também um chuveiro roots feito pelos pescadores
para tomarem banho, aberto à todos. Mas, claro, como não há energia
elétrica, a água é beeeeeeeeem gelada.
Na trilha pelo Pântano do Sul
As condições para o surf são ótimas, as ondas entram com facilidade e é
uma boa opção quando o mar está pequeno. Sempre tem uma brincadeira!
Recebe ondulações fortes do quadrante sul e do quadrante leste. Os
ventos terrais, dependendo do lado da praia podem ser norte ou sudoeste.
É considerada uma das melhores ondas de Floripa e, por ser cercada de morros, segura a maioria dos ventos.
A praia não fecha para pesca na época da tainha!
Um dia de boas ondas. Na foto, Jule Naso
Para quem vai de carro até o Pântano do Sul, vale deixar o carro no
estacionamento do Chico que fica próximo à Igreja e em frente ao
mercado.
E dali, seguir a pé.
Para mais informações, acesse meu blog em:
http://www.julianedias.blogspot.com
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